Páginas

Mostrando postagens com marcador tecnologia da informação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia da informação. Mostrar todas as postagens

10 de fev. de 2012

Publicidade Online

Publicidade na internet brasileira deve superar gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015

Pesquisa divulgada nesta semana mostra que os mercados emergentes vão garantir o crescimento da publicidade em 2012. Entre os 13 países pesquisados pela Wark (International Ad Forecast), serviço que analisa o segmento, o Brasil deverá apresentar o quarto maior avanço, 8,5%, atrás de Rússia (16,5%), Índia (14%) e China (11,5%).
No ano passado, o setor de publicidade brasileiro ocupou a mesma posição, com avanço de 7,1%, em um período marcado por decréscimos em algumas das principais economias.
No Brasil, o aumento da publicidade online deverá ser de 23,8%, informa a pesquisa. Já jornais e revistas devem avançar 3,6% e 6%, respectivamente.
"E importante lembrar que, embora tenha apenas 6% dos gastos em publicidade no Brasil, a internet cresce muito rápido. Todas as outras mídias estão perdendo participação para o online, principalmente impressos e rádio, embora a TV ainda seja dominante. Imagino que a internet passará os jornais e será a segunda maior mídia em publicidade até 2015", avalia Suzy Young, editora de Informação da Wark.
Young observa ainda que, embora afetado pela recessão na Europa, o Brasil manteve o crescimento da publicidade, o que ocorre há dez anos. Os gastos no setor no país terão passado de R$ 11 bilhões, em 2003, para R$ 30,1 bi, em 2012, já descontado o impacto da inflação nestes números.
"O investimento estrangeiro na indústria brasileira de comunicação tem impulsionado o crescimento de gastos em publicidade. E vai continuar", prevê.
A participação do Brasil no total aplicado nos 13 países examinados também vem aumentando: de 3,1%, em 2003, para estimados 4,5%, em 2012. Os Estados Unidos, cuja fatia passou de 50,4% para 41,6% nos últimos dez anos, vem perdendo espaço para emergentes. Já a participação da China terá passado de 6,5%, em 2003, para 12,2% em 2012, segundo as séries históricas da Wark.
Fonte: BBC Brasil

27 de set. de 2011

TI Cresce acima do PIB Nacional - Floripa tem incentivos, informe-se!

Além do crescimento, as empresas precisam de incentivos, venha para a Capital da Inovação - Floripa

A indústria brasileira de softwares (programas de computador) e serviços de tecnologia da informação (TI) está crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no País. De acordo com dados do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da Sociedade Softex, o crescimento médio real observado entre 2003 e 2009 atingiu cerca de 8%.
"Você tem um movimento das pequenas (empresas), que estão ganhando robustez, apesar de a concorrência estar muito acirrada para o setor. Você tem um crescimento importante de receita, mas tem também uma concorrência para algum tipo de atividade que está se intensificando com o tempo", disse a gerente do Observatório Softex, Virginia Duarte. Ela participa do 9º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios (Rio Info 2011), que começa nesta terça-feira no Rio.
Até 2016, a projeção é que o setor de TI nacional cresça em torno de 7,7% ao ano. "Ainda acima do PIB, mas um pouco menor do que a gente viu para o período anterior. Há uma tendência de desaceleração do crescimento, mas não muita". A previsão considera um PIB moderado de 4,5% ao ano, até 2016. Virginia disse que se a economia crescer acima de 4,5%, a tendência é que a indústria fique mais aquecida.
Para o ano de 2011, a estimativa é que o faturamento do setor de software e serviços de TI atinja R$ 63 bilhões. A expansão será superior a 7% em relação a 2009, disse Virginia. Não há ainda números relativos a 2010, informou.
Ela concordou com a opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret, de que está havendo uma estagnação da indústria fluminense de TI, embora ela permaneça na segunda posição do ranking nacional em número de empresas, pessoas ocupadas e receita. "Enquanto São Paulo cresce a taxas significativas, o Rio de Janeiro está dando uma estagnada. E, provavelmente, o Benito tem razão, isso se deve à questão de incentivo fiscal".
Segundo o presidente do Seprorj, a redução prevista de 5% para 2% do Imposto sobre Serviços (ISS) para o setor de TI do Rio de Janeiro não ocorreu até agora, o que prejudica a indústria local.
Por outro lado, está havendo um crescimento importante nos estados do Sul, que mostram expansão superior à do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, revelou a gerente do Observatório Softex. Em termos de emprego, ela disse que há registro de crescimento. O grupo, que reúne sócios e assalariados, alcança em torno de 590 mil pessoas, das quais 100 mil seriam sócios, englobando aí os consultores pessoas jurídicas.
No grupo de assalariados, estão incluídos os profissionais especializados de TI, como analistas, engenheiros de computação, administradores de banco de dados, programadores e especialistas, entre outros, que chegam a 200 mil pessoas.
Virginia Duarte analisou que a tendência é a expansão do mercado de trabalho formal no setor de TI, devido às medidas determinadas pelo governo federal de desoneração da folha de pagamento. Isso deve mudar a composição da força de trabalho, com a inclusão de pessoas terceirizadas na folha. "O mercado de trabalho formal, de assalariados e celetistas, vai crescer e vai diminuir o número de sócios de empresas", estimou. "Isso é bom, porque a concorrência está braba".
Virginia Duarte avaliou que a maior concorrência às empresas nacionais de TI vem da Índia e da China, "principalmente na parte da indústria mais voltada para o modelo baseado em serviços de mais baixo valor". Ela índicou que o segmento em que a competição fica mais complicada é a de serviços de TI de desenvolvimento sob encomenda para a rede global.
O Rio Info 2011 se estenderá até o próximo dia 29. A Sociedade Softex é a gestora do Programa para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Programa Softex).