"Alemão" mais rico, Eike diz que país demora a investir no Brasil
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109191636_EST_80213099
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Luís Bulcão
Direto de Rio de Janeiro
"Me perguntaram se eu tinha passaporte alemão. Eu disse que sim. Me
responderam que então eu também sou o alemão mais rico do mundo. Achei
engraçado". Foi um dos muitos afagos de Eike Batista para a plateia formada por
empresários e investidores no Encontro Econômico Brasil - Alemanha, que teve
início na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Mas a estratégia de Eike
era provocar. Segundo o empresário, os alemães estão sendo lentos no processo de
compartilhamento tecnológico com o Brasil e com isso perdem oportunidades para
os chineses e sul-coreanos.
"Eles têm muita tecnologia. Não tão boa quanto a dos alemães. Mas são
muito rápidos", disse, em alemão, o empresário que paga U$ 250 milhões pela
transferência de know-how da indústria naval coreana para o Porto de Açu,
que está sendo construído pelo grupo de Eike.
Eike chamou a atenção para o que define como "riqueza invisível" com o
potencial gerado pelo pré-sal no Brasil e fez uma previsão. Segundo ele, somente
a Petrobras e o seu grupo vão ser responsáveis por US$ 150 bilhões na balança
comercial de exportações brasileira até 2020, sendo US$ 60 bilhões provenientes
só da EBX. "Se considerarmos a Vale e as demais comodities, nós podemos
facilmente dobrar nossa balança de exportações, de U$ 250 bilhões hoje para U$
500 bilhões em 2020", afirmou.
Animado com o posicionamento do seu grupo para a exploração de gás no
Vale do Parnaíba, o empresário não descartou a possibilidade de que uma usina de
nitrogenatos seja aberta na região. "Seria o caminho natural", afirmou. Segundo
ele, o gás também pode alimentar a indústria da Vale. Questionado sobre como irá
se posicionar na distribuição das reservas de petróleo, Eike disse que aguarda
uma definição do governo. "Me dá as regras que eu jogo", afirmou para a imprensa
após a palestra.
IPI
Para o presidente da confederação de indústrias da Alemanha, (BDI, sigla em alemão), a crise na Grécia tem de servir como exemplo para que o Brasil não aumente os impostos sobre os automóveis importados. Durante a abertura do encontro, Hans-Peter Keitel afirmou que o Brasil pode acabar isolando seu mercado interno caso aumente os impostos sobre automóveis importados.
Para o presidente da confederação de indústrias da Alemanha, (BDI, sigla em alemão), a crise na Grécia tem de servir como exemplo para que o Brasil não aumente os impostos sobre os automóveis importados. Durante a abertura do encontro, Hans-Peter Keitel afirmou que o Brasil pode acabar isolando seu mercado interno caso aumente os impostos sobre automóveis importados.
"A Alemanha abandonou a Grécia e hoje estamos dispostos a ajudá-los.
Serve como exemplo. Não houve abertura dos mercados, sim isolamento e suspensão
dos mecanismos de concorrência. Precisamos de livre comércio. Pensem na
consequência do isolamento dos mercados internos ao pensar em impostos para a
comercialização de automóveis de mercados alemães", afirmou.
Keitel se disse impressionado com o crescimento robusto brasileiro e
afirmou que ambos os países, cujo volume das relações comerciais aumentou em um
terço, não devem perder a oportunidade para trabalhar juntos não somente no
campo econômico, mas também no campo científico. "Se apresentam condições únicas
para os dois países. O Brasil pode prover a Alemanha com matérias primas e
recursos naturais e a Alemanha tem a tecnologia de que o Brasil necessita para
crescer", afirmou.
Para Keitel, uma parceria de alta tecnologia com a Alemanha deve envolver
a garantia de livre comércio e proteção intelectual. Keitel também encontrou
tempo para deixar de lado os negócios e responder ao presidente da CNI, Robson
Braga de Andrade, que convidou a Alemanha a vir ao Brasil lutar pelo segundo
lugar na Copa de 2014. "É um País muito diferente de quando vim aqui pela
primeira vez há 30 anos. O Brasil se desenvolveu muito. Pena que no futebol não
seja mais tão impressionante", brincou.
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